Les Plages d´Agnes

“Se você abrir uma pessoa, irá encontrar paisagens. Se me abrir, irá encontrar praias”.

É assim que a cineasta Agnès Varda apresenta sua autobiografia documental.

Nascida a 1928, na Bélgica. Trabalha como fotógrafa, cineasta e faz instalações. Em 1954 dirigiu a sua primeira curta-metragem, La Pointe courte. Em 1962 fez a sua primeira longa-metragem, Cléo de 5 às 7, exibido em competição no Festival de Cannes. Entre os seus filmes destacam-se também As Duas Faces da Felicidade, Prémio Especial do Júri no Festival de Berlim de 1965, e Sem Teto Nem Lei, Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1985.

Ao regressar às praias que marcaram a sua vida, Agnès Varda inventa uma forma de auto-documentário. Agnès coloca-se em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Faz-nos partilhar com humor e emoção o seu percurso, os primeiros passos como fotógrafa de teatro, cineasta nos anos cinquenta, a vida com Jacques Demy, a sua militância feminista, as viagens a Cuba, à China e aos EUA, o percurso de produtora independente, a sua vida em família e o amor das praias.

A primeira coisa maravilhosa de "As Praias de Agnès" é a maneira como ela põe a energia ao serviço das memórias, a maneira como o filme mergulha na evocação e na nostalgia sem ficar cativo delas, permanecendo sempre vitalista.

O abrupto final de "As Praias de Agnés" é uma espécie de prenúncio, de despedida discreta, majestosa e enxuta. Mas enquanto não chega o fim da história, celebrem-se as alegrias e as tristezas, os amores perdidos e os amores eternos. Chamem-lhe uma "lição de vida".

De 0 a 10 este documentário merece um 8.0

Nota: Escrito pela nova colaborada, que se identifica simplesmente, como S. Obrigado...


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