As Torres Biónicas estão a caminho…


Para todos os que me conhecem, sabem bem o fascínio que eu tenho pelas torres biónicas e por prédios altas.

Depois de saber que a torre de 100 metros projectada para Lisboa pelo arquitecto de terras de sua majestade, Norman Foster, foi aprovada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e apenas está dependente da aprovação da Assembleia Municipal e de superar a discussão pública, fico muito contente por se iniciar um processo de inovação na construção.

Claro que todos vão dizer que o Sheraton Lisboa Hotel tem 100 metros, mas não nos podemos esquecer que a sua construção foi finalizada em 1972, ou seja, as regras e o regulamento para aprovação de projectos na Câmara de Lisboa era bem diferente e bem mais liberais.

Na minha opinião, penso que se está a seguir o caminho certo. Atendendo aos dias de hoje e à necessidade de espaços nas grandes cidades, a construção em altura vem trazer imensas vantagens. Para além de libertar espaços para a criação de espaços verdes, permite ter mais população a morar no centro e dá um ar tecnológico e evoluido a uma cidade.

No entanto, iludam-se, se pensam que com estes edifícios altos os preços dos apartamentos vão descer. Muito pelo contrário, é bem possível que subam. Estes prédios altos têm elevados custos de manutenção devido às elevadas exigências contra incêndios que tem de cumprir. Para além de, os investidores quererem aumentar os seus lucros optando sempre por acabamentos de luxo, ou seja, destinando-os a pessoas com elevado nível de vida.

Apesar de defender os edifícios altos, defendo também a preservação do património histórico. É necessário ter sempre cuidado nos locais escolhidos para estes edifícios pois não devemos alterar os nossos centros históricos. No entanto, existem imensos espaços abandonados que poderiam ser reabilitados com edifícios altos devolvendo-lhes vida de novo.

Eu defendo a criação de edifícios altos, pois prefiro ver 1 edifícios de 40 andares com grandes espaços recreativos na envolvente do que, 5 edifícios de 8 andares todos encostados uns aos outros e pequenos espaços recreativos, considerando a mesma área de terreno.

Eu agora partilho o mesmo sonho do arquitecto Mário Sua Kay, de ver um edifício de 40 andares em plena planície alentejana...